O vice-prefeito de Rio Verde, Leonardo Veloso do Prado, participou hoje, no final da manhã, no mini auditório do Sindicato Rural de Rio Verde, do encerramento do semestre das aulas de equoterapia.
As aulas vão retornar a partir do dia 31 de julho. Hoje a equoterapia atende a 60 crianças portadoras de necessidades especiais, distribuídas em 68 sessões semanais. Um convênio entre a Prefeitura de Rio Verde e o Sindicato Rural tem possibilitado que os alunos possam ter não só as aulas de equoterapia, mas todo o apoio de profissionais especializados e o amparo de outros pais para que haja o compartilhamento de experiências.
Segundo Leonardo Veloso, a Prefeitura faz questão de investir em projetos como este para que a população possa ter acesso a esse tipo de serviço, gerando uma melhor qualidade de vida e, também, a inclusão social.
Para Patrícia Bargotto Burfon, mãe de Breno Bargotto Burfon, a equoterapia tem mostrado para ela e para seu filho que eles não estão sozinhos. “Aqui meu filho recebe um atendimento especial, se relaciona com outras crianças e eu tenho a oportunidade de trocar experiências com outras mães que passam pela mesma dificuldade”, salienta.
A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo, dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com necessidades especiais.
A terapia é indicada para grande parte dos casos de paralisia cerebral, acidentes vasculares cerebrais, traumas crânio-encefálico, distúrbios visuais e auditivos, esclerose múltipla, atrasos maturativos, formas psiquiátricas de psicose infantil, hiperatividade, síndrome de down, dificuldade no aprendizado, timidez, amputações e coordenação motora. O cavalo é utilizado devido aos seus movimentos rítmicos precisos e tridimensionais.
Ao caminhar, o cavalo se desloca para frente e para trás, para os lados, para cima e para baixo, e isso faz com que o praticante da equoterapia acompanhe os movimentos do animal, tendo que manter o equilíbrio e a coordenação para movimentar simultaneamente o tronco, braços, ombros, cabeça e o restante do corpo, dentro de seus limites.
Estes movimentos do animal provocam um deslocamento no centro gravitacional do paciente, desenvolvendo o equilíbrio, a normalização do tônus, o controle postural, a coordenação, redução de espasmos e respiração. Isto estimula o funcionamento de ângulos articulares, como os de músculos e da circulação sanguínea.