A expansão da cana no Brasil e no Mundo despertou a atenção de muitos gestores públicos, produtores e empresários do ramo, divergindo opiniões. Enquanto uns defendem a expansão do plantio dessa cultura e a instalação de usinas de álcool como forma de desenvolvimento econômico, há quem acredite que esse crescimento deva ocorrer de forma delimitada e ordenada.
É o caso do prefeito Paulo Roberto Cunha que, numa tentativa de preservar a diversidade econômica do Município, tendo em vista que a região concentra importante produção de aves e suínos, criou um projeto de lei limitando o plantio da cana em 10% da área agricultável do Município.
Por conta de sua atitude ousada, o prefeito Paulo Roberto Cunha e Rio Verde foram notícia nas mídias local, regional e nacional e recebeu telefonemas de mais de 100 prefeitos, que queriam o modelo do projeto.
Nesta quarta-feira, 02, mais uma vez o assunto foi notícia, desta vez no conceituado jornal impresso “Valor Econômico”, que abordou a decisão da justiça de derrubar a lei municipal, já que o Órgão especial do Tribunal de Justiça de Goiás considerou a lei inconstitucional.
Conforme relatou a matéria, segundo o Prefeito, com a limitação, a cana teria 50 mil hectares no Município. Hoje, os canaviais ocupam 17 mil hectares, mas prometem avançar mais com a instalação de duas novas usinas.
Paulo Roberto Cunha afirma que irá recorrer da decisão judicial. “Vamos também organizar o uso de outras medidas, como as ações populares”.
O secretário de Agricultura, Paulo Martins, também se manifestou. “Em princípio os municípios são autônomos para definir o uso e a ocupação do solo, mas o Estado considera a cana bem-vinda e vê a chegada da indústria canavieira como uma oportunidade oara impulsionar a região com os biocombustíveis”.
Leia a matéria na íntegra na pg. B12 do Valor Econômico de 02.07.08 ou no site www.valoronline.com.br