Para garantir a qualidade dos produtos de origem animal, os produtores, as indústrias e as empresas que os comercializam devem seguir certas normas. Essas regras visam defender a saúde do consumidor, evitando que tais produtos sofram contaminação por microorganismos prejudiciais a saúde humana, contaminação de agentes químicos ou físicos e, até mesmo, proteger o consumidor da má fé de algumas empresas. Por isso, todo alimento deve ser controlado por algum serviço de inspeção, seja federal, estadual ou municipal, e esta informação deverá constar na embalagem do produto.
Ao S.I.M. cabe a atividade de certificação, inspeção e fiscalização, específica de médico veterinário, que visa preservar a qualidade higiênico-sanitária, tanto dos estabelecimentos que produzam matéria-prima, manipulam, embalam, transformam, beneficiam, industrializam, preparam, acondicionam produtos de origem animal, bem como dos produtos prontos dos derivados da carne, de leite, de ovos, de mel e cera de abelha e de pescado. A fiscalização destes locais é baseada em normas, como padrões de higiene e leis que visam minimizar ou eliminar os riscos inerentes aos alimentos ou elaboração/manipulação dos mesmos. Verifica-se, portanto, a origem da matéria-prima (carne, leite etc.), o asseio dos funcionários (uso uniformes, gorros, botas etc.), acompanhando a manipulação dos alimentos desde a chegada da matéria-prima, até o produto final. Também se observam as condições dos equipamentos, estrutura do prédio e instalações. O S.I.M em Rio Verde Em Rio Verde, o S.I.M. foi criado pela Lei Complementar nº 5.224, de 20 de novembro de 2006, mas sua regulamentação ocorreu somente três anos depois, por meio do Decreto nº 1.941, de 18 de novembro de 2009, na administração do prefeito Juraci Martins de Oliveira. Este órgão está vinculado à Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e teve sua atividade impulsionada na gestão da Secretária Marion Kompier. Atualmente, o município conta com seis estabelecimentos certificados pelo S.I.M. Segundo a médica veterinária, Cinthia Yukico dos Santos, o S.I.M. é uma importante ferramenta de gestão pública para regularizar o funcionamento de empreendimentos que comercializam seus produtos no município, reduzindo, assim, a inserção de produtos clandestinos no mercado; garantir a sobrevivência das agroindústrias de pequeno porte, principalmente as artesanais e oferecer à população um produto com garantia de procedência e qualidade. A zootecnista, Valéria Leão Souza afirma, também, que o maior beneficiado é o consumidor, pois estará adquirindo alimento com a qualidade e a procedência garantida pelo órgão fiscalizador. Segundo ressaltou, entre essas vantagens pode-se citar: facilita a produção e inserção dos produtos no mercado formal, impulsiona a geração de postos de trabalho e de renda entre as famílias envolvidas no processo produtivo, agrega valor ao produto, favorece a abertura de novos mercados, possibilita a competição com produtos reconhecidos no mercado local, valoriza os produtos locais com origem na agricultura familiar, facilita o acesso ao Programa de Aquisição de Alimento (PAA) e ao mercado da merenda escolar, movimenta a economia local, impulsiona o seu desenvolvimento e, sobretudo, leva aos consumidores alimentos mais seguros e saudáveis, melhorando a qualidade de vida das pessoas. O S.I.M. é formado por uma equipe multidisciplinar integrada por uma médica veterinária, Cinthia Yukico dos Santos; uma zootecnista, Valéria Leão Souza; e um engenheiro agrônomo, Marcus Vinícius Vieira da Silva. De acordo com a secretária Marion Kompier, a implantação do S.I.M. traz inúmeros benefícios, tanto para quem produz quanto para o município. “O trabalho desses agentes serve, portanto, para valorizar e dar credibilidade aos produtos comercializados na cidade, estabelecendo um padrão de qualidade para os consumidores,” disse Marion.