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Renda dos produtores de Rio Verde sofre queda de 8,75%

Rio Verde é a cidade, entre os municípios goianos, onde a arroba do boi sai mais cara. Os produtores de bovinos registram uma queda na rentabilidade de 8,75% em 2006. Esse índice é superior ao maior aferido no País. A média em Goiás foi de 4,46%.
A arroba do boi castrado é comercializada a R$ 52 em Goiás. Para produzir essa carne, os gastos variam de R$ 40 e R$ 50. A queda da margem de lucro é resultado do aumento de preço dos insumos agropecuários e alta salarial.
 
Goiás é o estado que apresentou a segunda menor alta nos custos de produção (4,46%), superando apenas o Pará, cuja alta registrada foi de 4,06%.
 
Dados da pesquisa de indicadores pecuários do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a confederação da Agricultura (CNA), revelam que, no ano passado, os custos de produção no Estado subiram 4,46% em relação a 2005. Para agravar a situação, a média ponderada dos preço da arroba do boi fechou o ano em -2%.

Profissionais do setor reclamam que falta renda para o pecuarista manter a produtividade em nível satisfatório. Descontada a inflação, o aumento nominal da arroba do boi em 2006 foi de 1,06%. Há três anos, os custos aumentaram bem mais que a arroba, sendo que em alguns Estados o boi acumulou desvalorização no balanço do ano. Em Goiás, a queda no preço médio ponderado pago aos produtores pela arroba foi de aproximadamente 2%. O problema já vem se prolongando desde 2003.


A média nacional de aumento dos custos é de 4,5%. Conforme a pesquisa nos nove Estados pesquisados (que abrangem 80% do rebanho nacional), a arroba do boi gordo, na média ponderada, dos Estados da pesquisa, valorizou apenas 1% – em termos nominais. Isso se levado em conta a inflação de aproximadamente 3,5%. Entre as localidades onde foram registradas as maiores altas nos custos estão São Paulo (7,82%), Rio Grande do Sul (7,48%) e Mato Grosso do Sul (6,95%).

As variáveis que mais contribuíram para alavancar os custos de produção são a folha de pagamento, a vacina, o combustível e a suplementação mineral. O salário mínimo subiu 16% no ano passado. Apesar de muitas pessoas que trabalham no setor não ganharem só isso, a indexação é forte. Já a vacina subiu 8,82% e o petróleo teve alta de 6% em relação a 2005.

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