A Prefeitura de Rio Verde, por meio da Superintendência Municipal de Juventude (SMJ), em parceria com o Centro de Referência em Assistência Social – CRAS do Bairro Santa Cruz, executa o projeto “Capoterapia para a 3ª idade”.
Uma das diferenças da capoeira tradicional para esse novo método está no ritmo e na intensidade. Assim como na capoeira, no método de “capoterapia” há a ginga, movimento tradicional da capoeira tendo os alunos pequenas noções de esquivas, mas não há saltos, nem golpes mais contundentes, que podem expor os idosos a acidentes e lesões.
A “capoterapia” poderá ser feita, inclusive, por deficientes visuais, pessoas com deficiência mental e com limitações motoras. Apenas pessoas com doença cardíaca grave devem evitar, pois nestes casos qualquer esforço físico mais intenso é uma ameaça à saúde. Como a maioria dos grupos de capoeira funciona em centros de saúde, os médicos alertam aos pacientes sobre a viabilidade ou não de fazer a “capoterapia”, destaca-se também respeito ao ritmo de cada um não obrigando a fazer senão aquilo que lhe der vontade e prazer.
Na prática, as aulas da capoterapia se iniciam com uma sessão de aquecimento e alongamento seguindo por cantigas de roda. As atividades propostas reproduzem a rotinas domésticas como lavar, passar a ferro e estender a roupa no varal.
As aulas estão sendo ministradas pelo capoeirista rio-verdense, Carlos Alberto Alves da Silva, (Mestre Gamela), que realizou um curso de aperfeiçoamento da técnica em São Paulo no final do ano passado, visando à melhor aplicabilidade aos alunos.
Segundo o superintendente de Juventude, Ricardo Júnior, entre os benefícios sociais da “capoterapia” estão a integração social e a ampliação do círculo de amizades. “A ‘ginga dos mais vividos’, como é chamada a terapia, também é um auxiliar importante no combate à depressão e à solidão, despertando nos praticantes a elevação da autoestima e do prazer de viver”, destacou Ricardo.
As aulas de Capoeira também estão sendo realizadas no Projeto “Juventude Ativa”, executado pela SMJ em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer, tendo por finalidade possibilitar aos jovens rio-verdenses uma alternativa saudável para ocupar o espaço ocioso após o período de aulas com opções esportivas, musicais e culturais.
Um dos principais pontos é o respeito aos limites de cada um
