O jornal Diário da Manhã de hoje, 06, trouxe em sua editoria de Economia, uma matéria sobre o impacto do avanço da produção de etanol no meio ambiente e suas possíveis conseqüências ecológicas. De acordo com a reportagem, o assunto, que é destaque da visita do presidente George Bush ao Brasil, preocupa ambientalistas, que receiam que essa expansão traga conseqüências irreversíveis ao meio ambiente.
Ciente dessas possibilidades, o prefeito Paulo Roberto Cunha, saiu na frente nesse sentido, já que em novembro último sancionou uma lei que limita o plantio de cana na Cidade, a 10% da área agricultável do Município. A medida, de acordo com ele, além de garantir o futuro ambiental da região, visou evitar o comprometimento da economia de Rio Verde, já reconhecida nacionalmente pelo cluster do agronegócio. “Estamos preocupados com o futuro socioeconômico e ambiental da região. Temos exemplos de municípios onde a expansão desta indústria teve repercussão negativa tanto na esfera ambiental, ao devastar a mata original, como econômica, com o aumento do número de desempregados e no comércio, que acaba bastante reduzido”, comenta Paulo Roberto.
Quem também foi personagem da matéria foi o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Paulo Martins que concorda com a medida do Prefeito. “O trabalho dos lavradores em canaviais é só por um semestre. Depois, eles vão para os centro urbanos, onde vai caber às prefeituras fornecer cestas básicas, moradia e assistência. É uma mão-de-obra numerosa e sem qualificação que não tem o que fazer durante quase metade do ano”, destaca.
De acordo com o texto do DM, cidades goianas como Quirinópolis e Mineiros já procuraram a Prefeitura de Rio Verde para copiar a lei. E em Dourados (MS), a Cãmara Municipal já discute projeto similar.