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Expansão do agronegócio em Rio Verde destaca Goiás no quadro de geração de emprego formal

Após a publicação da matéria que evidencia Rio Verde pela excelente oferta de emprego em  “O Diário da Manhã” de ontem, dia 07, hoje foi a vez de “O Popular” veicular uma matéria do gênero e reconhecer a força do Município e do Estado na geração de empregos formais.
 
De acordo com a publicação, o estado goiano é o quinto em emprego com carteira assinada no país. A explicação para isso está na expansão do agronegócio e na migração de indústrias para o interior.  Ao lado do avanço do agronegócio, a urbanização das cidades e o crescimento do setor de prestação de serviços, assim como do comércio, também registraram expansão de 1992 a 2004, com o aumento de empregos também nessas atividades.
 
Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesse período, o quadro de emprego formal no país foi muito mais expressivo nas regiões não-metropolitanas do que nas seis regiões metropolitanas do Brasil. Goiás foi o quinto colocado entre as regiões que registrou maior crescimento na oferta de empregos formais, tendo gerado 358.121 vagas no Estado.
 
Tanto destaque do Estado na geração de postos de trabalho se deve, em grande parte, ao rápido e sustentável desenvolvimento de Rio Verde, tanto no que diz respeito ao agronegócio quanto à implantação de novas indústrias. Leia-se na matéria: “Um dos exemplos do avanço do agronegócio como grande empregador de mão-de-obra formal é a instalação, no município de Rio Verde, no Sudoeste goiano, do Complexo Agroindustrial da Perdigão. A companhia começou a funcionar em território goiano em 2000 e atualmente emprega 6.400 funcionários”.
 
Lauro Ramos, coordenador de Estudos do Mercado de Trabalho do Ipea, aponta ainda, como responsável pelos números, a própria modernização da economia, que traz consigo a transparência e o maior cuidado com o cumprimento da legislação trabalhista, principalmente na contratação com carteira assinada. O agronegócio, altamente exportador, necessita de ter toda a documentação para operar e conquistar clientes no mercado externo. Nas grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, foi verificada a saturação do mercado, enquanto nas regiões não-metropolitanas, incluindo Goiás, a economia adquiriu novo dinamismo nos últimos anos.
 
Outro segmento que cresceu e se consolidou em Goiás, com a conseqüente geração de postos de trabalho formais, foi o farmacêutico. A partir de 2001, de acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado, Ivan da Glória Teixeira, novas fábricas se instalaram no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e também em Goiânia, e aquelas que já funcionavam ampliaram a produção, garantindo a criação de cerca de 3 mil vagas. “O mercado ainda está absorvendo mão-de-obra, mas atualmente sua maior demanda é por profissionais qualificados”, destaca.
 
Atualmente, a indústria em Goiás gera 210 mil empregos, sendo 40% deles dos segmentos alimentícios, de bebidas e sucroalcooleiro. De acordo com o coordenador-técnico da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Welington da Silva Vieira, todas essas novas empresas que vieram se instalar no Estado, foram atraídas pelos programas de incentivo fiscal do governo, inicialmente pelo Fomentar e depois pelo Produzir. Atualmente, além da soja, carne, leite e couros, a cana-de-açúcar representa grande potencialidade de negócios em Goiás.
 
Muitos empreendimentos do setor devem se instalar no Estado nos próximos anos, embalados pela crescente demanda de álcool e de açúcar, tanto no mercado nacional quanto externo, o que propiciará o salto do PIB e do emprego.
 
 

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