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Estiagem compromete safrinha em Rio Verde

O intenso período de estiagem, que este ano foi bem além do esperado, pode comprometer seriamente a safrinha goiana. Pelo menos essa é a preocupação da Comissão de Grãos, Fibras e Oleaginosas da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).
 
O secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Rio Verde, Jair Leão, que é membro e participou da última reunião da Comissão, realizada em Goiânia, na sexta, dia 19, destacou que durante as avaliações, feitas, da safra em andamento a estiagem prolongada tem atrasado o plantio dos grãos e de algodão. “A tradicional safrinha será a mais prejudicada já que os produtores foram obrigados a retardar o plantio e, conseqüentemente,  não haverá tempo para plantar a safrinha que é feita logo após a colheita da safra”, explicou Jair. O secretário informou que em Rio Verde, o plantio está atrasado há 20 dias.
 
Soja
Segundo ele, a tendência é a de que a soja ocupe maior espaço em comparação ao milho, devido às melhores cotações que esta commodity agrícola alcançou nos mercados nacional e internacional. Na região de Chapadão do Céu (GO), os produtores, se arriscaram a antes da chegada da chuva, que por sorte veio logo após o plantio e fez vingar os cultivos.
 
Neste ano, no Município, haverá uma área maior cultivada com sorgo e cairá a de milho. Em municípios como Montividiu, Bom Jesus de Goiás, Itumbiara, Goiatuba e Morrinhos quem se arriscou a plantar sem chuva comprometeu a safrinha. Em Cristalina (GO), o milho da safrinha foi plantado sobre o feijão de sequeiro.
 
Mozart Carvalho de Assis, presidente do Sindicato Rural de Jataí diz que se chover, os produtores ficarão dia e noite rabalhando a terra, para recuperar o tempo perdido.Em Montividiu (GO) muitos produtores optam elo sorgo e girassol. Em Silvânia (GO), apenas 15% a área foi plantada, os agricultores esperam ompletar o plantio em novembro – período em que creditam que as chuvas estarão normalizadas.
 
Cana
A Comissão também concluiu que a cana-de-açúcar continua a ocupar áreas antes destinadas aos grãos, mas ainda não compromete os cultivos de: soja, milho ou sorgo no Estado de Goiás

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