O ensino público municipal de Rio Verde é considerado, atualmente, como um dos melhores do País. Mas nem sempre foi assim. Para chegar nesse patamar, o prefeito Paulo Roberto Cunha realizou, e ainda realiza, profundas mudanças em toda sua estrutura. Tudo começou em 1989, em seu primeiro mandato, quando implantou o programa Bolsa Escola, precursor do atual modelo utilizado no País e que hoje gera resultados positivos, inclusive, na esfera federal.
Já nos últimos cinco anos, a educação sofreu a mais profunda transformação. Não é à toa que o ensino rio-verdense foi considerado pelo instituto Carlos Chagas e pela CESGRANRIO, como a terceira melhor educação do País em qualidade.
Em 2001, em seu segundo mandato, Paulo Roberto determinou a meta de colocar toda criança na sala de aula, bem como melhorar a qualidade do ensino. Hoje, ele avalia a importância de Rio Verde, após cinco anos, como pólo educacional. “Estamos transformando a Cidade em um pólo no setor da educação, visto que já temos mais de 20 mil alunos na rede municipal, 18 mil na estadual, cinco mil na rede particular e mais de oito mil estudantes universitários, totalizando mais de 50 mil alunos matriculados regularmente na nossa rede de ensino”.
Pilares
Em 2001, a secretária da Educação de Rio Verde, Lúcia Caetano, implantou o Programa Escola Campeã, em parceria com o Instituto Ayrton Senna e Fundação Banco do Brasil. Foram implementadas metodologias eficientes de fortalecimento das gestões municipal e escolar, conferindo autonomia financeira, administrativa e pedagógica às escolas municipais.
Foi exatamente essa autonomia que proporcionou liberdade ao Município para executar atos necessários ao bom andamento da administração escolar, como a disposição de um orçamento próprio para a manutenção de cada escola e, ainda, a possibilidade de cada uma ter seu próprio programa de ensino.
De acordo com Lúcia Caetano, esse foi o pilar central do desenvolvimento. “Implantamos o Programa e, em seguida, passamos a adequar todas as escolas da rede municipal às exigências dele”, recorda.Entre as adequações, foram executados programas como: Reforço Escolar; Gestão Informal; Proformação; Merenda Escolar; Merenda Forte; Bolsa Escola; Profa; além de Educação Inclusiva; Acelera e Se Liga Goiás; Sesi por um Brasil Alfabetizado; Alfabetização Solidária; EJA (Educação de Jovens e Adultos); Rioeja e Alfa e Beto. A prova do êxito de todos se comprova nos números. Rio Verde tem hoje um dos menores índices de evasão escolar por ano. Isso fez com que o Município tivesse uma verdadeira revolução com gastos, nesta área, que caíram bruscamente.
Infra-estrutura
Esses Projetos refletiram também na infra-estrutura da rede de ensino. A começar pelas EMEIs (Escola Municipal de Ensino Infantil). “Antes de 2000 não havia ensino infantil em Rio Verde. Ele foi todo implantado por nós, na administração do prefeito Paulo Roberto”, informou a Secretária. Só nesse período, foram construídas 11 EMEIs.
Hoje, a rede municipal conta com 52 unidades na zona urbana e 13 na zona rural, num total de 65. São 370 salas de aula que comportam mais de 19 mil alunos. O detalhe é que no ano de 2001, a rede de ensino fundamental abrigava pouco mais de 11 mil alunos e, em cinco anos, houve acréscimo de mais de oito mil vagas.
Qualificação
A qualificação e formação dos funcionários e docentes foram outras grandes preocupações nesse processo. A administração municipal teve como foco a profissionalização do servidor da Educação oferecendo bolsa de estudo, custeio para habilitação de professores e servidores para graduação, pós-graduação e cursos de capacitação.
O poder público municipal, preocupado com os indicadores de eficiência das escolas, voltou sua atenção para o perfil dos servidores da área educacional. A re-elaboração do Estatuto do Magistério (o atual não contempla o desempenho profissional do professor) foi uma das providências tomadas. Além desta: a preparação dos professores; a presença freqüente de diretores, professores e alunos nas salas de aula; a boa relação e o bom rendimento entre professor e aluno e o apoio a toda comunidade escolar. Por fim, a realização de três concursos públicos para efetivação e regularização de servidores.
“Neste segundo mandato, caminhamos até aqui para reaplicar o programa que agora se passou a chamar Rede Vencer”, destacou Lúcia Caetano.
Cidade-Piloto
A maior prova do sucesso alcançado na Educação, pela administração de Paulo Roberto e da secretária Lúcia Caetano, é que Rio Verde está entre os cinco municípios do País que foram escolhidos para aplicar o Sistema Nacional de Acompanhamento de Freqüência (SAFE). Uma iniciativa do Ministério da Educação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A escolha pelo Município se deu porque ele apresenta um dos maiores índices nacionais de permanência de alunos em salas de aula.
Transporte
Por fim, vale lembrar ainda a verdadeira revolução feita na zona rural para garantir o acesso de todas as crianças à escola. O primeiro passo foi a fusão de algumas escolas. O objetivo foi reduzir o número de escolas rurais e deixar as existentes mais fortes, concentrando os professores e os alunos.
Contudo, a principal realização é a do aumento da frota de transportes escolares que percorrem, por dia, 25.250 quilômetros, transportando mais de três mil alunos para estudarem na zona urbana. Isso representa percorrer a distância entre Rio Verde e São Paulo quatro vezes em um único dia.