A Prefeitura de Rio Verde, por meio da Secretaria de Saúde e Programa de Controle de Hanseníase, promove no período de 25 de janeiro a 05 de fevereiro, a Campanha “Na luta contra a Hanseníase”.
A campanha contará com palestras educativas, exames e avaliações nos postos de saúde, ESFs, e pontos estratégicos distribuídos em toda cidade.
Durante a semana, as equipes de ESF e NASF farão a entrega de panfletos e esclarecerão dúvidas da população, através de visitas domiciliares em locais como Vila Mutirão, Maurício Arantes, Serpró, Bairro Popular, Promissão. Santa Cruz I e II.
O dia “D” acontece dia 28, quinta-feira, no Cais, das 7 às 17h. Neste dia ocorrerá realização de exames, triagens, avaliações, encaminhamentos e aconselhamentos a pacientes e seus familiares.
Nos dias 24, 26 e 27 deste mês são comemorados, respectivamente, o Dia do Hanseniano, o Dia Mundial de Combate à Hanseníase e o Dia Estadual de Combate à Hanseníase.
Segundo a OMS, nosso país é líder mundial em prevalência da hanseníase. Em 1991, foi assinado pelo governo brasileiro um termo de compromisso mundial, se comprometendo a eliminar esta doença até 2010. Entretanto, a cada ano, há mais de quarenta mil novos casos tendo, entre eles, vários indivíduos em situação de deformidade irreversível.
Em Rio Verde, o número de pessoas diagnosticadas com a doença e em fase de tratamento é de 57.
Confira a programação e locais da Campanha
| 25/01 |
07:00 – 11:00 13:00 – 15:00 |
Posto Morada do Sol Posto Laranjeiras |
| 26/01 |
07:00 – 11:00 13:00 – 17:00 |
Posto Gameleira Posto Vila Borges |
| 27/01 |
07:00 – 11:00 13:00 – 17:00 |
Posto Valdeci Pires Posto Vila Serpró |
| 28/01 | 07:00 – 17:00 | CAIS |
| 29/01 |
07:00 – 11:00 13:00 – 17:00 |
Posto Bairro Promissão Posto Bairro Popular |
| 01/02 | Distritos e Assentamentos | |
| 02/02 |
07:00 – 11:00 13:00 – 17:00 |
Casa de Prisão Provisória Presídio |
| 25/01 – 05/02 | Abrigos e Hospital Municipal |
Hanseníase
A hanseníase, conhecida oficialmente por este nome desde 1976, antes denominada “Lepra” é uma das doenças mais antigas na história da medicina. É causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae: um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. Não é, portanto, hereditária.
Com período de incubação que varia entre três e cinco anos, sua primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas.
Com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho das já existentes aumentam e os nervos ficam comprometidos, podendo causar deformações em regiões, como nariz e dedos, e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. Além disso, pode permitir com que determinados acidentes ocorram em razão da falta de sensibilidade nessas regiões.
O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais, como biópsia, podem ser necessários.
Esta doença é capaz de contaminar outras pessoas pelas vias respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado. Entretanto, segundo a organização Mundial de Saúde, a maioria das pessoas é resistente ao bacilo e não a desenvolve. Aproximadamente 95% dos parasitas são eliminados na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas. Este dura até aproximadamente um ano e o paciente pode ser completamente curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários.
Assim, buscar auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução da doença e a contaminação de outras pessoas. O tratamento e distribuição de remédios são gratuitos e, ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, em face do estigma que esta doença tem, não é necessário o isolamento do paciente. Aliás, a presença de amigos e familiares é fundamental para sua cura.
Durante este tempo, o hanseniano pode desenvolver suas atividades normais, sem restrições. Entretanto, reações adversas ao medicamento podem ocorrer e, nestes casos, é necessário buscar auxílio médico.