O gerente regional da Agrodefesa em Goiás, Vagner Luís de Faria, tranqüilizou hoje os produtores de aves da região Sudoeste do Estado. Segundo ele, as possibilidades de uma epidemia de Gripe Aviária são quase nulas. “Realizamos esse tipo de monitoramento há 20 anos”, destaca ele.
De acordo com Vagner Faria a ave que é infectada pelo vírus da gripe aviária só consegue sobreviver até sete dias. “Uma ave para atravessar o Atlântico, com certeza, leva muito mais que sete dias. Por tanto ela não conseguiria chegar aqui estando doente”, explicou. Outra questão que ele levanta, é o fato de as aves que migram para o Brasil serem originárias do Canadá, Estados Unidos e parte do Sul da África, zonas que não são foco da Gripe Aviária.
Outra possibilidade seria alguma pessoa ter saído de países da Europa e trazer o vírus. “Mas neste caso, sabemos que a empresa Perdigão tem um rigoroso controle de defesa. Para se ter uma defesa uma pessoa da Europa para entrar na zona de produção da Perdigão tem que passar por um processo de esterilização, em São Paulo, que leva quatro dias”, enfatizou.
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Rio Verde, Paulo Martins, destaca que o maior reflexo que podemos ter aqui é apenas o econômico já que o mercado pode sofrer variações nos preços de exportação e importação. “Apesar das preocupações a produção de aves não sofreu nenhum prejuízo”, salientou.
Mas mesmo assim, segundo o Secretário, Rio Verde fará esforços junto ao Governo do Estado para que Goiás faça adesão junto ao Plano Nacional de Prevenção da Influenza Aviária e de Controle e Prevenção da Doença de Newcastle.