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Pacientes do CAPS II recebem palestra sobre trânsito

Os pacientes do Centro de Atenção Psicosocial – CAPS II – recebem amanhã, 2, às 9 horas, uma palestra sobre educação no trânsito.
 
A palestra será ministrada pela equipe da Superintendência Municipal de Trânsito – SMT.
 
Mas, o que exatamente o CAPS faz e a quem atende?
 
Os CAPS possuem equipe multiprofissional – composta por psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, técnicos administrativos, etc – e oferecem diversas atividades terapêuticas: psicoterapia individual ou grupal, oficinas terapêuticas, acompanhamento psiquiátrico, visitas domiciliares, atividades de orientação e inclusão das famílias e atividades comunitárias.
 
De acordo com o projeto terapêutico de cada usuário, estes podem passar o dia todo na Unidade, parte do dia ou vir apenas para alguma consulta. Comparecendo todos os dias estarão em regime intensivo, alguns dias da semana em regime semi-intensivo e alguns dias no mês em não-intensivo.
 
As necessidades de cada usuário e os projetos terapêuticos, compreendendo as modalidades de atendimento citadas e os tempos de permanência no serviço, são decididas pela equipe, em contato com as famílias também, e igualmente as mudanças neste projeto segundo as evoluções de cada usuário.
 
Como serviços de saúde mental, atendem pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, como psicoses e neuroses graves, buscando amenizar e tratar as crises para que estas pessoas possam recuperar sua autonomia e se reinserir nas atividades cotidianas. Por possibilitar que seus usuários voltem para casa todos os dias, os CAPS evitam a quebra nos laços familiares e sociais, fator muito comum em internações de longa duração.
 
De acordo com a enfermeira do CAPS, Valéria Mourão, alguns de seus pacientes hoje trabalham no Centro. “Fazendo o tratamento, eles aprendem a se conhecer melhor e a lidar com o seu problema”.
 
Os CAPS trabalham bastante articulados com a rede de serviços da região, pois têm a função de dar suporte e supervisão à rede básica também, além de envolver-se em ações intersetoriais – com a educação, trabalho, esporte, cultura, lazer, etc – na busca de reinserção dos seus membros em todas as áreas da vida cotidiana.
 
No Centro de Rio Verde, os pacientes fazem pintura em tela, em tecido, cuidam de um orquidário e de uma horta, que serve para a complementação do almoço, além de várias outras atividades, que ajudam a melhorar o estado de cada um. “Com essas atividades, tentamos resgatar suas habilidades. Em breve faremos uma exposição com os trabalhos feitos por eles, para mostra às pessoas que eles tem condições de viver em ritmo normal”, conta Valéria.
 
Para deixar a família bem informada do tratamento de cada paciente, na última quinta-feira de cada mês, acontece no CAPS a reunião familiar. Segundo a Enfermeira, o Centro também trabalha com a musicoterapia. “De 15 em 15 dias, a Orquestra de Violeiros e Sanfoneiros de Rio Verde vem tocar para eles. Esse trabalho é muito importante, pois resgata o passado do paciente”.
 

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