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Pacientes do CAPS II recebem atendimento especial na administração de Juraci Martins

A Prefeitura de Rio Verde, por meio da Secretaria de Saúde, mantém na Cidade o Centro de Atenção Psicisocial (CAPS II). Em Rio Verde, cerca de 500 pessoas são atendidas no Centro, sendo que a sua equipe multiprofissional faz entre oito e 12 consultas diárias.
 
A função dos CAPS é de prestar atendimento a pessoas com sofrimento psíquico, diminuindo e evitando internações psiquiátricas, e articular-se com a rede de serviços da comunidade favorecendo a reinserção delas a este espaço.
 
Mas, o que exatamente os CAPS fazem e a quem atendem?
 
Os CAPS possuem equipe multiprofissional – composta por psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, técnicos administrativos, etc – e oferecem diversas atividades terapêuticas: psicoterapia individual ou grupal, oficinas terapêuticas, acompanhamento psiquiátrico, visitas domiciliares, atividades de orientação e inclusão das famílias e atividades comunitárias.
 
De acordo com o projeto terapêutico de cada usuário, estes podem passar o dia todo na Unidade, parte do dia ou vir apenas para alguma consulta. Comparecendo todos os dias estarão em regime intensivo, alguns dias da semana em regime semi-intensivo e alguns dias no mês em não-intensivo.
 
As necessidades de cada usuário e os projetos terapêuticos, compreendendo as modalidades de atendimento citadas e os tempos de permanência no serviço, são decididas pela equipe, em contato com as famílias também, e igualmente as mudanças neste projeto segundo as evoluções de cada usuário.
 
Como serviços de saúde mental, atendem pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, como psicoses e neuroses graves, buscando amenizar e tratar as crises para que estas pessoas possam recuperar sua autonomia e se reinserir nas atividades cotidianas. Por possibilitar que seus usuários voltem para casa todos os dias, os CAPS evitam a quebra nos laços familiares e sociais, fator muito comum em internações de longa duração.
 
De acordo com a enfermeira do CAPS, Valéria Mourão, alguns de seus pacientes hoje trabalham no Centro. “Fazendo o tratamento, eles aprendem a se conhecer melhor e a lidar com o seu problema”.
 
Os CAPS trabalham bastante articulados com a rede de serviços da região, pois têm a função de dar suporte e supervisão à rede básica também, além de envolver-se em ações intersetoriais – com a educação, trabalho, esporte, cultura, lazer, etc – na busca de reinserção dos seus membros em todas as áreas da vida cotidiana.
 
No Centro de Rio Verde, os pacientes fazem pintura em tela, em tecido, cuidam de um orquidário e de uma horta, que serve para a complementação do almoço, além de várias outras atividades, que ajudam a melhorar o estado de cada um. “Com essas atividades, tentamos resgatar suas habilidades. Em breve faremos uma exposição com os trabalhos feitos por eles, para mostra às pessoas que eles tem condições de viver em ritmo normal”, conta Valéria.
 
Para deixar a família bem informada do tratamento de cada paciente, na última quinta-feira de cada mês, acontece no CAPS a reunião familiar. Segundo a Enfermeira, o Centro também trabalha com a musicoterapia. “De 15 em 15 dias, a Orquestra de Violeiros e Sanfoneiros de Rio Verde vem tocar para eles. Esse trabalho é muito importante, pois resgata o passado do paciente”.
 
As diferenças dos CAPS
 
Existem algumas modalidades de CAPS, de acordo com as diferentes necessidades de cada território: CAPS I – para municípios com populações entre 20.000 e 70.000 habitantes, CAPS II – para populações entre 70.000 e 200.000 habitantes, CAPS III – acima de 200.000 habitantes (este é o único que funciona 24 horas, incluindo feriados e fins de semana), CAPSi – atende crianças e adolescentes (até 17 anos de idade), e CAPSad – atende usuários de álcool e outras drogas cujo uso é secundário ao transtorno mental clínico.
 
O primeiro CAPS do Brasil foi o Centro de Atenção Psicossocial Professor Luiz da Rocha Cerqueira, conhecido como CAPS Itapeva, inaugurado em março de 1986 em São Paulo. Este serviço continua em plena atividade e hoje temos cerca de 516 CAPS no Brasil, sendo 111 em São Paulo (Fonte: Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde; março de 2004(2)). E destes, 93% são municipais, mostrando a força da esfera pública nesta luta.
 

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