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Secretário de Agricultura participa de reunião da Comissão de Irrigação da FAEG

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Rio Verde, Jair Leão, e os membros da Comissão de Irrigantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) se reuniram, ontem, na sede da FAEG, com o Secretário de Planejamento do Estado de Goiás (Seplan), Oton Nascimento, para discutirem a possibilidade de se aumentar a produção agrícola do Estado por meio da irrigação. Projetos de construção de barramentos para abastecer pivôs centrais serão formatados pelos produtores em parceria com a Seplan para pleitear, junto ao governo federal, recursos na ordem de R$ 1 bilhão para Goiás.
 
Oton Nascimento explicou que do montante de recursos destinados à irrigação em todo o País, a constituição Federal prevê o repasse de 20% à região Centro-Oeste. Nos últimos anos, segundo o secretário, esses repasses não alcançaram o teto dos 20% sob a justificativa de que não haviam projetos de construção de barramentos formalmente apresentados e suficientes para atingir o teto.
 
“A proposta do Governo é de formar um grande estoque de projetos de pequenos barramentos, de infra-estrutura energética e de rodovias para poder apoiar o setor rural”, destacou o Secretário.
 
Com esses projetos, vamos ao governo federal para buscar os recursos que a Constituição nos assegura”, explica Atualmente, não há linhas créditos oficiais com recursos a projetos de barramentos e o investimento na construção dessas pequenas barragens é alto. Os barramentos são essenciais à atividade de irrigação, uma vez que a legislação ambiental proibi que a água que supre os pivôs seja coletada diretamente dos cursos d’água. Eles permitem o cumprimento da legislação e favorecem o armazenamento de água para períodos secos do ano.
 
Meio ambiente favorecido
 
De acordo com o presidente da Comissão de Irrigantes da Faeg, Wilson Gonçalves, o projeto de irrigação em parceria com os governos estadual e federal será essencial para que Goiás possa duplicar sua produção agrícola sem expandir área, sem desmatamentos e utilizando áreas que hoje não possuem condições de produção. “O ganho sócio-ambiental será muito grande com esse projeto de irrigação”, aponta Gonçalves.
 
Ele explica que em Goiás há cerca de 2,5 mil pivôs centrais. Esse número pode triplicar com o projeto de irrigação proposto pela Seplan, isso impactado no número de postos de empregos gerados no campo e na indústria, além de repercutir diretamente na produção agrícola e na economia do estado. 

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