Valor soma-se aos US$ 28 milhões anunciados no ano passado
e totaliza US$ 60 milhões de investimento no setor de sementes da empresa no País
A Monsanto investirá cerca de US$ 32 milhões no Brasil, de abril de 2008 até o início de 2009, na ampliação e melhoria da produção e armazenamento de sementes de híbridos de milho no Brasil.
Os recursos serão aplicados nas unidades de Uberlândia (MG), Santa Helena de Goiás (GO) e Cachoeira Dourada (MG) e na reabertura da unidade de Itaí (SP) – cujas atividades foram encerradas em 2006 por questões conjunturais.
Somando-se os US$ 32 milhões aos valores anunciados ano passado, devem ser investidos US$ 60 milhões no País num prazo de cinco anos. “Esta medida é resultado da confiança da empresa na agricultura nacional e no avanço do processo regulatório brasileiro, que hoje conta com regras claras, e do respeito ao direito de propriedade intelectual no País. É também uma prova da aposta no futuro da biotecnologia agrícola e nos benefícios que ela pode continuar oferecendo aos agricultores, meio ambiente e saúde humana e animal”, afirma o presidente Alfonso Alba.
De acordo com Marco Guimarães, diretor de Manufatura, a aplicação dos US$ 32 milhões resultará no aumento da capacidade de produção de sementes de milho pela empresa no Brasil em cerca de 20%. “A expectativa é que o número de empregos diretos gerados por estes investimentos possa chegar a 100 novos postos neste período, sem contar os postos de trabalho indiretos que os investimentos deverão proporcionar”.
O diretor explica que, em Itaí, por exemplo, será reativado o recebimento de sementes de milho (colheita e secagem), bem como implantados os processos de beneficiamento, embalagem e armazenamento, transformando-a em uma unidade completa de beneficiamento de sementes de milho. O complexo de pesquisa e produção de sementes de Uberlândia terá sua capacidade de recebimento e secagem de sementes ampliada, com a instalação de uma quarta linha de equipamentos para este fim. Em Cachoeira Dourada, será ampliada a capacidade de geração de sementes básicas (ou genéticas), bem como melhorias nos secadores de sementes. E, em Santa Helena de Goiás, haverá o aumento da capacidade de armazenamento das sementes em condições climáticas adequadas. “Como vemos, os recursos serão aplicados em melhorias e ampliações em todo o processo de produção de sementes de milho no Brasil”, destaca.
Marco explica ainda que a Agroeste Sementes, empresa catarinense adquirida em 2007 pela Monsanto e que conta com operação independente, também está recebendo investimentos (não inclusos na soma acima) para aumento de sua capacidade produtiva. “Cerca de US$ 9 milhões foram destinados para melhorias na unidade de Campo Verde (MT)”, destaca.
Outros investimentos
Em setembro do ano passado, a empresa também anunciou o investimento de US$ 28 milhões em cinco anos na abertura de três novas estações de pesquisa – localizadas em Tocantins, Paraná e Rio Grande Sul –, para a pesquisa da soja Roundup Ready2Yield/Bt, tecnologia exclusiva para a América do Sul, e de novos germoplasmas de soja adaptadas às regiões Norte, Centro e Sul, respectivamente, e na ampliação e melhoria das unidades de pesquisa localizadas nas regiões sojicultoras.
Sobre a Monsanto
A Monsanto está presente no Brasil há quase 60 anos. Pioneira no desenvolvimento de produtos com tecnologia de ponta na área agrícola – herbicidas e sementes convencionais e geneticamente modificadas -, busca soluções que proporcionem aos agricultores melhor produtividade das lavouras, menores custos de produção e alimentos mais saudáveis. Mas a empresa acredita que tão importante quanto isso está o investimento em práticas conservacionistas, que contribuiriam com a sustentabilidade dos recursos naturais e, portanto, da própria produção agrícola.