A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, divulgou hoje que análises feitas pelo órgão no fim do mês passado não detectaram presença de substâncias estranhas, como conservantes, inibidores e estabilizantes, em nenhuma amostra coletada de leite. No total, 60 amostras foram colhidas em 57 estabelecimentos que empacotam o produto em Goiás. As amostras foram submetidas a 343 provas. O resultado das análises, realizadas nos dias 25, 26, 29, 30 e 3l de outubro, foi anunciado pelo chefe de fiscalização do órgão, Eurípedes Amorim, em entrevista coletiva.
Segundo os números apresentados pela Agrodefesa, a produção de leite in natura em Goiás é da ordem aproximada de 8 milhões de litros por dia, enquanto o consumo de leite pasteurizado fica em torno de 800 mil litros dia. São 170 os laticínios registrados na agência. O total de leite pasteurizado (em saquinho) mpacotado pelos 57 estabelecimentos que atuam no setor soma 55 mil litros por dia, representando em torno de 6,8% do total consumido no Estado.
O resultado das análises feitas registra ainda que, do volume de provas realizadas, 18 ficaram em desconformidade com os padrões e 9 estabelecimentos apresentaram problemas. Na entrevista, Eurípedes informou que as irregularidades encontradas não representam riscos à saúde do consumidor. Ele ressaltou que os problemas referem-se à adição de água e ao nível de acidez do produto, que não fugiram muito à média permitida. “Nenhuma substância estranha foi encontrada nas 60 amostras”.
Em Goiás, o setor leiteiro gera cerca de 220 mil empregos diretos e indiretos em 300 laticínios. São 55 mil produtores responsáveis pela produção de 2,836 bilhões de litros de leite por ano. O Estado está em segundo lugar no ranking nacional. O setor movimento em torno de R$ 10 bilhões anualmente, segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).
Fonte: Seagro