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Rio Verde estampado no “Estadão”

Desde que foi sancionado pelo prefeito Paulo Roberto Cunha, há quase um ano, o projeto de lei que limita o plantio da planta a 10% de sua área agricultável, Rio Verde é destaque na mídia nacional. De lá para cá, todos querem conhecer mais sobre essa atitude ousada do prefeito, que visa garantir a multiplicidade de negócios já consolidada no Município.
 
Desta vez, numa reportagem especial sobre a expansão da cana e os municípios que estão preocupados com esse crescimento, o conceituado jornal “O Estado de São Paulo”, por meio de sua equipe de reportagem, entrevistou o prefeito Paulo Roberto Cunha e publicou nesse dia 28 a reportagem que trata do assunto.
 
Confira abaixo o trecho da matéria:
 
CONFLITO

O conflito entre a cana, o gado e outras culturas já chegou em cidades de grande potencial de produção agrícola e pecuária. Em Rio Verde (GO), com o apoio de 47 entidades, o prefeito Paulo Roberto Cunha (PP) aprovou na Câmara Municipal, em 2006, lei que restringe o plantio de cana a 10% da área agricultável da cidade.
 
Como são 500 mil hectares, a cana só poderá ocupar 50 mil. No ano passado, só em Goiás a área plantada com cana aumentou 17%. Neste ano, ainda não há números exatos, mas calcula-se que o crescimento pode ter chegado a mais 25%. Ao todo, com algumas em processo de instalação, o Estado de Goiás já tem 27 usinas.
 
Segundo o prefeito Paulo Roberto Cunha, o mais preocupante na expansão da cana é a interferência no modelo econômico da cidade, já consolidado com multiplicidade econômica. Só a Perdigão, que atua na área de alimentos, gera 6 mil empregos e tem um plano de expansão de R$ 500 milhões para os próximos cinco anos.
 
Ao tomar a decisão de limitar a cana, o prefeito lembrou que perderia receita. Mas disse que preferiu agir assim, para evitar comprometer a multiplicidade de negócios na cidade.
 
 O Estado de São Paulo 28.10.2007

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