Centenas de pessoas, entre agricultores, donos de usinas, autoridades municipais e regionais e estudantes lotaram o salão do sindicato Rural na noite de ontem, onde aconteceu um debate sobre a expansão da cana-de-açúcar na região.
Estavam presentes o secretário de Indústria e Comércio, Avelar Macedo, que foi representando o prefeito de Rio Verde, Paulo Roberto Cunha, o secretário estadual de Agricultura, Leonardo Veloso, além dos outros debatedores, como a promotora Mirian Belle e o presidente da Sifaeg, André Luiz Baptista.
Para Avelar Macedo, a lei municipal que limita o plantio de cana em apenas 10% da área agricultável da Cidade, está baseada na Lei de Responsabilidade Ambiental e Social e afirma que os rio-verdenses apóiam a lei.
Já o presidente da Sifaeg, André Luiz, afirma que a expansão da cana pode representar um grande aumento no índice de desenvolvimento. Em relação a queima da cana, que acontece durante a colheita, ele conta que já está sendo implantada uma lei estadual para que os produtores usem a colheita mecanizada. “Este tipo de colheita, além de evitar a queima, melhora o solo. Mas a dificuldade encontrada é que o número destas máquinas em Goiás é pequeno”.
Sobre a lei municipal de Rio Verde, ele diz que já entrou com um pedido de liminar no Ministério Público para contestar sua inconstitucionalidade. “Estamos torcendo para que esta lei seja alterada, pois é um direito do produtor”.
O secretário Leonardo Veloso, em seu discurso, afirmou que Rio verde pode se tornar uma potência e chegar até mesmo a importar, mas lembra que a região não deve perder sua diversidade do agronegócio. “Para isso é preciso que haja um diálogo entre o município, produtor e a secretaria estadual de Agricultura. A função da secretaria é ordenar e o direito individual nunca deve se sobrepor ao direito coletivo”.