Na manhã de hoje, 22, o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Paulo Martins, participou de um programa de rádio local. Durante a entrevista, ele falou das medidas que serão tomadas em defesa ao meio ambiente, que vem sofrendo em função das fortes chuvas, que causaram o acidente na represa da Fesurv, e dos maus hábitos da população, que joga lixo às margens dos Córregos.
Questionado sobre o assoreamento do córrego, à rua Umbelino Fonseca no Conjunto Morada do Sol, onde também existe mato e lixo, Paulo Martins justificou com o fato do rompimento da barragem e das pessoas jogarem lixo no local. Segundo ele, já tinha sido iniciado um serviço na parte baixa dos Córregos Sapo com o Barrinha. “Agora o que se pretende fazer aqui é recuperar o leito normal do Córrego. E este será um trabalho gradativo, de continuação ao que já foi iniciado na parte mais baixa, e que virá subindo como foi feito no ponto perto do Ministério do Trabalho”, adiantou o Secretário.
Na ocasião, Paulo Martins confirmou ainda a existência de um projeto de canalização, mas destacou que este demanda muito recurso e sua prática fica inviável só com recursos do Poder Público Municipal. Apesar disso, ressalta Paulo Martins: “existe um projeto no Ministério do Meio Ambiente no Ministério das Cidades para se trabalhar toda a canalização, inclusive as avenidas laterais”, informa.
Com relação aos entulhos acumulados às margens do Córrego, ele explicou que existe uma fiscalização ligada à secretaria de Ação Urbana e adiantou que os vereadores autorizaram, na ultima seção, a realização de um concurso para contratação de fiscais. O edital deverá ser lançado nos próximos dias. “Hoje os fiscais que temos são da secretaria de Ação Urbana e eles têm feito um trabalho, dentro de suas possibilidades. Por meio do concurso, contrataremos mais pessoas a partir de março para que possamos reforçar essa fiscalização”, disse Martins.
Quanto ao acidente na represa da Fesurv, o Secretário observou que na mesma semana do acontecido, a Secretaria estava trabalhando em um sistema diferente, em parceria com a Saneago, para a conservação do solo às margens das nascentes do Ribeirão Abóbora e da Laje. Na região da Laje, segundo Paulo, o trabalho foi todo realizado. “A Prefeitura recupera e levanta o terraço, enquanto a Saneago contribui com o óleo diesel e os produtores doam alimentação e fazem a retirada das cercas”, enfatiza.
Ele explica ainda que do lado do Abóbora – que corresponde até 65% do abastecimento do município – também foi começado esse trabalho. “Os produtores já estão retirando as cercas e o Ministério Público tem sido parceiro também nesse processo. E tivemos também um curso em áreas degradadas, com o Senac, feito na propriedade com os produtores rurais daquela localidade. Fizemos o primeiro em janeiro e faremos mais três ou quatro ao longo desse ano, em parceria com o Senac”, diz o Secretário.
Sobre a estação de tratamento de esgoto, Paulo Martins reforça que ela foi feita para se devolver a água com qualidade adequada e questiona o fato de proporem a cobrança de uma taxa adicional para que a água devolvida seja 100% tratada, enquanto isso já era obrigação da Estação dela há muito tempo. “Estamos fazendo o monitoramento dela de novo, pedimos uma equipe técnica da agência ambiental fazer a coleta e a análise correta, já que temos resultados de que o coliforme era um pouco acima do estabelecido pela legislação. Condições ela tem porque foi dimensionada pra isso”, esclarece.