O Prefeito de Rio Verde, Paulo Roberto Cunha, disse hoje em entrevista concedida à rádio 730 AM de Goiânia, que foi vendida uma imagem errada sobre a dengue no início da maior incidência da doença. Muitas pessoas começaram a pensar que o mosquito Aedes Aegipty se proliferava em lugar limpo.
“É exatamente na sujeira que se aloja o mosquito, onde está acobertado um copo, um pedaço de garrafa, um pedaço de pneu, ali fica acobertado e escondida a água onde o mosquito se propaga”, afirmou o prefeito. A partir disso, é que se iniciou, nesta última segunda-feira, o Manejo Ambiental, com atividades de limpeza de todos os lotes e quintais de cada morador e doação de ramas de mandioca. “A Prefeitura recolhe o lixo e para aquele que limpa o quintal, nós entregamos ramas de mandioca para ele plantar e assim não acumular mais lixo”, acrescenta.
A idéia da mandioca surgiu porque ao plantá-la, ela vai crescer e ocupar todo quintal, impedindo que o dono da casa acumule entulhos e crie meios de propagação do mosquito da dengue. “Além de conservar limpo, também é um alimento para a família”, diz o prefeito. Segundo Paulo Roberto Cunha, a escolha da mandioca se deu por ser uma cultura fácil de ser conduzida e que em 6 meses já está crescida e produzindo o alimento.
Os trabalhos de limpeza da cidade estão previstos para terminar em 30 dias.
O Manejo Ambiental
A Prefeitura iniciou o Manejo Ambiental, na cidade de Rio Verde, nesta última 2ª feira. A iniciativa faz parte de uma força tarefa de combate ao mosquito da dengue, incluindo atividades de limpeza e roçagem de todos lotes e quintais da cidade. Foi formada uma equipe de mais de 300 pessoas, entre agentes de saúde e jovens trabalhadores para executar os trabalhos. Além disso, estão sendo utilizados 40 caminhões, 6 pás carregadeira e 50 pás de mão.