O jornal “O Diário da Manhã”, de Goiânia, publicou, no seu caderno de economia de hoje, uma matéria sobre as oportunidades de trabalho em Goiás. Rio Verde foi destaque graças ao seu desenvolvimento, que demanda muita mão-de-obra. O secretário do Trabalho de Goiás, Ageu Cavalcante, diz que o principal motivo que leva empresas e governantes a criarem vagas de trabalho no interior é a contenção do exôdo rural. Com o emprego nos municípios, é possível descentralizar a economia e qualificar a mão-de-obra das regiões.
De acordo com os dados coletados no Sine, no período de janeiro a junho deste ano, pela Secretaria do Trabalho do Estado de Goiás (SET), Rio Verde está em primeiro lugar no ranking de maior oferta de vagas de emprego, com 2713 vagas ofertadas. Em seguida, vem Anápolis, Quirinópolis, Santa Helena, Jataí, Aparecida de Goiânia, Catalão, Itumbiara, Mineiros e Luziânia. Os dados foram coletados nos municípios que possuem posto de atendimento do Sine.
Conforme publicado no jornal, em Goiás, durante o primeiro semestre de 2006, foram criadas 17.170 vagas no interior, enquanto em Goiânia foram geradas 15.633. Na Capital, o setor que mais emprega é o de serviços, e no interior, a indústria de tranformação com 5.493 novos empregos. Isso significa que a exigência por profissionais mais qualificados é maior no interior. Os dados também refletem a pulverização do parque industrial por entre as várias regiões do Estado.
O Estado tem se destacado entre as regiões que mais empregam no País, principalmente no interior. Metade das indústrias de grande porte estão na Capital e as outras, distribuídas pelo interior. A política governamental, que promove a atração de indústrias para o Estado, fez surgir em média 5.467 vagas por mês em toda a região. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), até o ano de 2004, havia no Estado cerca de 50 indústrias que empregavam em média 500 trabalhadores. Desde então, o número de novos projetos de implantação de empresas teve crescimento em níveis espetaculares. De acordo com dados da Secretaria da Indústria e Comércio do Estado de Goiás, em menos de 10 anos já foram aprovados 1.107 planos de novas empresas. Destes, 249 já foram efetivamente implantados, engrenagens que fazem do Estado um celeiro de vagas.
A Perdigão, que tem seu maior complexo industrial instalado em Rio Verde, é hoje a maior contratante do Estado de Goiás, cuja previsão é de empregar cinco mil pessoas até 2007. Segundo o diretor de Relações Institucionais da indústria, Ricardo Menezes, na época das contratações a preferência da empresa é sempre pela mão-de-obra local. A justificativa é porque o profissional está adaptado à cidade, conhece a região e será mais um a contribuir com o crescimento da economia local.
Segundo Ricardo, só em julho deste ano foram abertas 500 vagas; como a demanda é maior que a oferta, torna-se necessário contratar pessoas de fora da cidade. “Ainda assim preferimos pessoas das regiões mais próximas à fábrica”, argumenta. Segundo ele, a cidade que mais fornece mão-de-obra é Rio Verde; em segundo lugar está a Região Nordeste do País. É a própria Perdigão que qualifica e treina os funcionários que vão atuar em suas instalações. “Utilizamos programas avançados e que dão bons resultados. ”A equipe que vai trabalhar na fábrica de Mineiros, por exemplo, foi toda fazer treinamento em Carambeí-PR”.