O assunto em torno da segurança pública esteve em destaque em toda mídia brasileira nos últimos 10 dias. A maior cidade do País, São Paulo, sofreu com as rebeliões nos presídios, os confrontos entre polícia e preso, incêndios de 80 ônibus, cerca de 250 ataques que resultaram em mais de 160 mortes. Policiais militares, civis, agentes penitenciários, cidadãos comuns, foram mortos e esse foi considerado o maior ataque contra a força de segurança do Estado.
O Brasil todo chocou e acompanhou a audácia dos bandidos e as conseqüências dos atentados atribuídos à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), em resposta à transferência de 765 presos ligados à facção para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Os ataques provaram para o mundo as falhas na segurança pública do País e a fragilidade do sistema carcerário. Culpa do governo de São Paulo, da sociedade, dos reeducandos, cada um atribui a culpa a alguém e por enquanto fica o medo de sair às ruas e a dúvida se realmente houve um acordo entre autoridades governamentais, Polícia Civil e chefes do PCC para cessar a onda de violência.
Em Goiás, números revelam que o investimento em segurança pública no Estado reduziu significamente de 2001 até esse ano. De acordo com os dados retirados do site Contas Abertas, em 2001, foram investidos cerca de R$ 20 milhões e em 2006, apenas R$ 1,7 milhão, ou seja, uma queda de R$ 18,3 milhões em cinco anos.
Mesmo com a escassez de recursos orçamentários, Rio Verde se destaca na redução dos índices de criminalidade. Segundo estatísticas da Polícia Militar, de outubro de 2005 a março desse ano, houve diminuição de 99,5% nos furtos em residência, 98,75% nos roubos a pessoa, 99,5% nos roubos em estabelecimentos comerciais, 98,5% nas tentativas de homicídio, 96% em furtos de veículos e 50% nos atentados violentos ao pudor. No restante dos casos, furto em estabelecimento comercial, homicídio e estupro, não houve redução nem aumento, apenas a permanência dos números.
Esses resultados positivos se devem também às ações Municipais, desenvolvidas na gestão do prefeito Paulo Roberto Cunha. Apesar da responsabilidade pela segurança pública ser do governo do Estado, o Prefeito se preocupa com o bem estar da população. Recentemente cedeu um espaço destinado ao Centro de Reintegração, onde será implantado o sistema do regime semi-aberto. Cerca de 200 reeducandos serão transferidos para o prédio da antiga CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), onde receberão assistências médica e psicológica e estarão reclusos no período da noite. A medida, segundo o juiz da Vara Criminal de Rio Verde, Levine Raja, vai contribuir mais ainda para a redução dos índices de criminalidade na Cidade. “Os pequenos furtos e roubos que acontecem à noite vão diminuir, já que os reeducandos estarão no Centro”.
A Prefeitura de Rio Verde desenvolve também um trabalho em parceria com o Corpo de Bombeiros, o Projeto Bombeiro Mirim. Com objetivo, também, de recuperar menores infratores, o Projeto atende 60 crianças de baixa renda, que recebem educação, reforço escolar, assistências médica, odontológica e psicológica. Há um ano, o trabalho está sendo desenvolvido e a primeira turma irá se formar no próximo dia três de julho. A intenção é que o trabalho continue.
“Nós cobramos do governo estadual medidas que garantam a segurança do cidadão rio-verdense e os recursos são pequenos. Mesmo assim, não posso fechar os olhos para o problema e não posso também arcar com toda responsabilidade. Mas estou fazendo de tudo que está ao alcance da administração pública do Município para conter a criminalidade. Não quero que aconteça aqui como ocorreu em São Paulo e por isso procuro dar melhores condições aos nossos reeducandos”, destacou o Prefeito.