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Vacinas do Rotavírus estão disponíveis a partir de hoje em Rio Verde

Para que possam administrar com qualidade a vacinação do rotavírus, a equipe de funcionários da Secretaria de Saúde (Vigilância Epidemiológica) participou de um treinamento. Após a capacitação, chegou a hora de colocar a teoria em prática.
 
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Patrice Cristine, as vacinas chegaram ontem na Vigilância Edpidemiológica e hoje, dia 22, já estão disponíveis nos postos de vacinação da Cidade. A coordenadora explica que a vacina é específica para bebês. Segundo ela, o bebê deve receber a primeira dose quando completar dois meses, podendo recebê-la até quando tiver no máximo três meses e meio de vida. E o intervalo mínimo entre a primeira e a segunda dose é de 30 dias. “O ideal é que a criança seja vacinada pela primeira vez com dois meses e pela segunda vez, com quatro meses, podendo receber a vacina bebês que tenham, no máximo, cinco meses e meio de vida”, ressalta Patrice.
 
“É importante que os pais vacinem seus filhos. Ainda não existem estudos conclusivos que comprovem ser o medicamento seguro para crianças mais velhas. Mas, com certeza, protegendo as mais novinhas beneficiamostambém as maiores, pois vai diminuir a quantidade de vírus em circulação”, explica o secretário Eduardo Martins.
 
A infecção causada pelo Rotavírus varia de um quadro leve, com diarréia líquida e duração limitada a quadros graves com desidratação, febre e vômitos, podendo ocorrer também casos assintomáticos.
 
Os Rotavírus, eliminados em alta quantidade nas fezes de crianças infectadas, são transmitidos pela via fecal-oral, por água ou alimentos, por contato pessoa-a-pessoa, objetos contaminados e, provavelmente, também por secreções respiratórias, mecanismos que permitem uma alta capacidade de alastramento dessa doença.
 
A doença vem sendo considerada, em todo o mundo, a principal responsável por diarréia em crianças menores de 5 anos, em creches ou pré-escolas. Praticamente todas as crianças se infectam nos primeiros anos de vida, porém, os casos graves ocorrem principalmente em crianças de até 2 anos de idade, sendo que, crianças prematuras, de baixo nível sócio-econômico ou com deficiência imunológica estão mais sujeitas a desenvolver um quadro mais grave da doença. Em adultos, é mais rara, tendo sido registrados surtos em espaços fechados como escolas, ambientes de trabalho ou em hospitais.

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