Com intenso trabalho e grande movimentação de máquinas, a realidade do Córrego do Sapo muda a cada instante. Através de um sistema de gestão eficiente, a Prefeitura de Rio Verde, por meio da Secretária de Obras, realiza um dos maiores empreendimentos do Município. Com a primeira fase finalizada e um investimento de R$ 5 milhões, os operários aceleram as atividades para cumprir o rígido cronograma de trabalho, dando sequência à segunda fase da obra, também com valor orçado de R$ 5 milhões.
Pedestres e motoristas que trafegam pelas imediações, podem notar o intenso fluxo de caminhões carregados de pedras que descarregam toneladas do material a todo o momento no canteiro de obras, sendo que um dos materiais mais importantes para a construção da canalização é através do método de gabião. Com a sequência das obras, a ponte que liga o centro da cidade ao Solar Campestre foi demolida impossibilitando, assim, o tráfego de veículos e pedestres. Dessa forma, os que por ali costumavam passar devem utilizar a ponte próxima ao Colégio Objetivo para o acesso às outras regiões da cidade. As diversas escavadeiras no local realizam seguidas “viagens” para distribuir o material que está sendo usado na construção da parte inferior do gabião (nesse caso chamado de colchão de Reno), trabalho esse efetuado por operários que cingem malhas de tela preenchendo-as com substrato basáltico. Todo esse processo está sendo construído sobre uma grossa lona que garantirá a qualidade e eficiência do projeto. O método de canalização por gabião consiste basicamente de caixas em forma de prisma retangular, fabricadas com malha hexagonal de dupla torção, produzidas com arames e subdivididas em células por diafragmas, cuja função é reforçar a estrutura. Quando instalados e cheios de pedra, os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis, armados, drenantes e aptos a serem utilizados na construção dos mais diversos tipos de estruturas, sendo essa a técnica mais usada em processos de canalização de leitos pluviais. A alta tecnologia reforça a qualidade da obra e está presente até mesmo nos arames que “tecem” toda a estrutura. Visando a durabilidade do material, os arames que formam a malha dos gabiões são revestidos com liga de zinco, conferindo extrema proteção contra a corrosão, sobretudo na água. "Estamos iniciando a segunda fase desse grande projeto que tem um total de quatro fases, a um investimento final de mais de 20 milhões de reais. Temos a certeza que toda a comunidade de Rio Verde irá ser beneficiada com esse trabalho renovando toda a estrutura do Córrego do Sapo", disse o secretário de Obras Luís Carlos Sabino.
Diagrama mostrando o diferencial da tela utilizada na obra
Fotos: Washington Oliveira
Trabalhadores realizam a construção do colchão de Reno no fundo do leito
Nas laterais armações são colocadas para erguer as paredes do gabião
Escavadeiras alargam e desviam o fluxo d'água para o segmento das obras

