As exportações goianas bateram recorde histórico em julho, atingindo US$ 643,535 milhões, valor 73%% superior ao registrado em junho, enquanto as importações (US$ 320,068 milhões), que estavam em ritmo crescente, caíram 14,65%. O saldo comercial (diferença entre exportações e importações) foi o maior da história da balança comercial goiana e chegou a US$ 323, 464 milhões, um salto de mais de 9.000%.
O secretário de Indústria e Comércio, Luiz Medeiros Pinto, diz que Goiás tem muito a comemorar com o avanço das exportações. Pela primeira vez, o saldo da balança comercial goiana, de US$ 323,464 milhões, representa quase 10% do total nacional, de US$ 3,304 bilhões. Enquanto o saldo nacional caiu 1,16% o de Goiás aumentou 199% em julho na comparação com igual período do mês passado.
No acumulado do ano o valor das exportações goianas chega a US$ 2,454 bilhões, 44,76% a mais do que no mesmo período do ano passado, e as importações atingiram US$ 1,748 bilhão, mais do que o dobro (120%) registrado nos primeiros sete meses de 2007. Porém, no acumulado, o saldo comercial ficou 21,7% menor (US$ 706,655 milhões) do que no período analisado (US$ 902.445 milhões).
Produtos
O sulfeto de cobre, produzido por uma única empresa (Grupo Yamana Gold, em Alto Horizonte), foi o produto que mais cresceu em exportações em Goiás, no mês passado. O valor das vendas chegou a US$ 147,523 milhões, ante os US$ 3 milhões registrados em junho, e representou 22,92% do total das exportações.
As vendas de soja e seus derivados (farelo) também aumentaram mais de US$ 100 milhões em julho com relação a junho. As exportações somaram US$ 334,348 milhões, 51,95% do total das exportações goianas. As carnes ficaram praticamente estáveis, US$ 92,765 milhões, com 14,41% do total geral. Além desses produtos, Goiás vendeu para outros países, ferroligas, ouro, milho, açúcar, amianto, couros, adubos, leite e derivados, algodão, confecções, móveis, calçados, melancia, bijuterias, bebidas, medicamentos, fraldas, peixes ornamentais e outros.Os produtos do agronegócio têm o maior peso nas exportações goianas, com 70,52%, seguido de minérios (27,4%) e outras mercadorias (2,08%).
A China foi o maior parceiro comercial de Goiás em julho, sendo responsável pela compra de 33,7% dos produtos exportados pelo Estado. Em seguida vieram Índia (11,2%), Espanha (8,8%) e Alemanha (6,5%). O porto de Roterdã, na Holanda, que foi a maior porta de entrada na Europa dos produtos goianos perdeu força e agora representa apenas 6,5%.
No mês passado, em termos porcentuais (24,7%), os produtos que os goianos mais importaram foram máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Segundo Luiz Medeiros, essa é mais uma prova que os empresários do Estado continuam investindo na instalação, ampliação e modernização de suas indústrias. Mas em termos de valores, continuam liderando as importações goianas os veículos automotores, tratores e suas partes. Os principais fornecedores de produtos para Goiás foram a Coréia do Sul (23,4%), Japão (14,9%), Estados Unidos (12,5%), Suíça (7,5%) e China (7,2%). Mais informações pelo telefone: (062) 3201- 5471.