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Grito por segurança ecoou na Avenida Presidente Vargas

    Sob palavras de ordem e mais dignidade para com os cidadãos, a população rio-verdense foi às ruas para chamar a atenção das autoridades competentes sobre o grave problema de segurança por que passa Rio Verde.
 
Reunidos na confluência das Avenidas Presidente Vargas e João Belo (em frente ao Ministério Público) a comunidade, juntamente com entidades de classe e várias secretarias do Governo Municipal iniciaram uma marcha cortando a cidade pedindo por segurança. O vereador James Borges, presidente da comissão de Constituição e Justiça da Câmara disse: “É maravilhoso ver a sociedade envolvida nesse evento para coibir a violência. A sociedade rio-verdense está de parabéns por esse ato de civismo”.
 
O Secretário Municipal de Educação Levy Rei de França acredita que a segurança começa a partir do momento em que se planta a semente da cidadania no coração das crianças. “Mas agora devemos cobrar do Governador e Secretário que têm a caneta na mão”, disse.
 
Com adesão de grande parte dos comerciantes da Avenida Presidente Vargas a marcha pela segurança contou sobretudo com o apoio incondicional do Ministério Público.    “O povo ganha legitimidade, na omissão do Estado, dessa maneira temos que alcançar os objetivos com o exercício pleno da cidadania, integrando a sociedade na democracia plena”, disse Mario Henrique Caixeta, titular da 7° Promotoria de Rio Verde, Atribuição Criminal. Juntamente com seu colega de Ministério Público, Karina D’Brozzo, titular da Promotoria da Infância e Juventude ressaltou que é necessário um movimento como esse para ver se o Estado acorda para essa grave situação. “Exigimos que a Constituição Federal seja cumprida. Chega de ouvir a desculpa que o Estado está falido”, completa D’Brozzo.
 
Autoridades, representando diversas esferas do governo, Sindicato dos Comerciantes e sobretudo o apoio maciço da população, fizeram do dia 18 de Agosto o clamor perpétuo pela segurança pública em Rio Verde. Ana Paula Leão, 17 anos, estava engajada na manifestação. “É valido esse movimento, vamos até o fim”, disse a jovem. Em ato simbólico, algumas empresas fecharam suas portas e colaram adesivos confeccionado para o evento “pedindo por segurança”.
 
A manifestação culminou com a reunião de todos na Praça Joaquim da Silveira Leão (Praça Matriz) que, juntamente com várias escolas da rede municipal, entoaram o coro por mais segurança. Os comerciantes acreditam que não é por uma causa nobre, mas, sim por uma causa justa.
 
Os discursos seguiram em frente à Igreja Matriz, onde foi lido à população o documento a ser entregue ao Governador reivindicando estrutura para as forças policiais e apoio do Governo Estadual. “Nosso município está entre um dos mais violentos do Brasil. Pagamos impostos duas vezes, uma vez para Goiás que não nos atende e outra para o município que se sente impelido a investir na segurança graças à omissão do Estado”, lembrou o promotor Mario Henrique.
 
Até mesmo o pároco da Igreja Nossa Senhora das Dores Padre Olavo, apoiou veementemente a manifestação: “É um movimento de graça plena para Rio Verde, devemos começar de baixo se quisermos mudanças”. Fernando Jayme Ramos, presidente da CDL resumiu: “Foi um ótimo evento. Se o governador tiver um pouco de sensibilidade ele irá nos ouvir. Chega de promessa”.
 
                   Fotos: Washington Oliveira
  
Comerciantes, estudantes e rio-verdenses em geral aderiram ao Movimento e foram às ruas em prol de segurança
 
  
Autoridades Municipais fizeram frente na Caminhada que percorreu as principais ruas do centro da Cidade
 
    
Vice-Prefeito Demilson Lima, Coord. do Clube D. Gercina Lísia Nascimento e os jovens em ato de protesto na Praça Matriz
 

Presidente da Acirv Angelo Landim fala da sua indignação

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