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Vida de interior, preço de metrópole

O mercado imobiliário de Rio Verde surpreende pelo preço: é cidade do interior, com cotação de cidade grande, conforme informou o corretor Alexson Pantaleão, gerente de vendas da Imobiliária Rei, uma das maiores da cidade.

 
Segundo Pantaleão, o segmento que mais cresce é o de alto padrão: casas de três quartos, com pelo menos 90 metros quadrados de área e preço acima de R$ 100 mil.
 
Nos apartamentos, o valor chega a ser mais alto. O preço do metro quadrado em um bairro valorizado, de classe média alta, alcança até R$ 2 mil, segundo o gerente. Mas há exemplos de preços mais altos, como um apartamento em bairro nobre, citado por Pantaleão, de 96 metros quadrados, por R$ 400 mil.
 
 Segudno ele, este nem é o melhor momento para o setor. “Entre 2006 e 2007, muito dinheiro entrou na cidade por conta da cana, e foi aí que o setor explodiu”, ele conta.
 
Pantaleão explica que, naquele momento, o mercado imobiliário virou forma de investimento. “As pessoas compravam um imóvel por R$ 7 mil e, depois de cinco meses, vendiam por R$ 22 mil. Era uma loucura”, diz.
 
Com a restrição da área de plantio para a cana-de-açúcar, não houve desaquecimento do setor, mas há uma faixa social ainda descoberta.
 
“Não há imóveis na cidade com valor entre R$ 30 mil a R$ 50 mil. Quem tem renda de R$ 700 mensais acaba sem conseguir encontrar nada para comprar.”
 
Aí, o jeito é pagar aluguel. E, mais uma vez, o preço é de metrópole. Para se ter uma idéia, uma quitinete localizada na cidade universitária custa R$ 500 por mês.
 
Texto: Isabelle Moreira Lima
http://colunas.g1.com.br/redacao/category/g1-na-rota-da-cana/

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