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postado em 03 jun 2006 em Notícias

O novo dono da Parmalat

Conheça Marcus Elias, contr olador de um fundo de investimento que acaba de comprar a empresa no Brasil. Sua ambição é se tran sformar no rei do leite


Preste atenção no senhor que exibe esse largo sorriso na foto ao lado. Seu nome é Marcus Alberto Elias. Ele tem 47 anos e motivos de sobra para estar animado. Desde a semana passada, Elias passou a ser conhecido como o novo dono da Parmalat do Brasil. Pagou “apenas” R$ 20 milhões para levar uma empresa que fatura R$ 1 bilhão. E, de quebra, livrou a Parmalat de dívidas de R$ 900 milhões - sem colocar a mão no bolso.   Pois o homem que fez essa engenharia financeira é discreto e pouco conhecido fora dos círculos estritamente financeiros. Elias controla a gestora de recursos Latin America Equity Partners (Laep Brasil), especializada na aquisição e reestruturação de empresas em dificuldades. Ele começou a se interessar pela Parmalat em 2003, quando a companhia italiana foi tragada por um escândalo contábil. Desde então, o financista (Elias recusa o rótulo de banqueiro) tem gasto horas a fio devorando informações sobre o setor lácteo. Agora, é hora de mostrar o que sabe. A intenção do empresário, que acumulará a presidência do Conselho de Administração, é resgatar os áureos tempos em que a Parmalat faturava R$ 1,6 bilhão e dominava 17,5% do mercado de leite longa vida (UHT) e 6,2% do segmento de sucos prontos.    Hoje, essas participações não passam de 7,4% e 3,2%, respectivamente. A receita inclui o lançamento de produtos complementares à linha atual e reforço das marcas regionais (Glória, Lacesa, Alimba e Kidlat) e da área de sucos e chás prontos para beber (Santal). Não está descartado, ainda, o ingresso no nicho de isotônicos, dominado pelo Gatorade, da Pepsi. O empresário sabe que para voltar à liderança do setor de UHT terá de encarar potências como a gaúcha Elegê, controlada pelo Grupo Avipal. “Por isso mesmo chamei especialistas em gestão, agronegócio e relacionamento com o varejo. Essa equipe definirá o plano estratégico”. Eis o time: Gabriel Salomão (ex-presidente da Sucos Del Valle), John Scott (ex-dirigente da Refinações de Milho Brasil), Alysson Paulinelli (ministro da Agricultura no governo Geisel) e Eduardo Moraes (sócio da Laep).   Além deles, Elias conta com uma espécie de “cheque especial” de seus sócios capitalistas: fundos de investimento sediados nos EUA. Os nomes dos parceiros ele não revela. Mas garante que não vai se desfazer da Parmalat após a reestruturação, como é praxe em ope-rações desse tipo. “Viemos para ficar”, assegura.   As linhas mestras do plano de resgate já foram definidas. Em primeiro lugar, haverá poucas mudanças no quadro diretivo. Um bom exemplo disso é a manutenção de Othniel Rodrigues Lopes no cargo de superintendente. Elias também pretende adotar um plano agressivo de remuneração, baseado no cumprimento de metas. Com isso, espera elevar a auto- estima da equipe. “Uma companhia bem capitalizada e bem gerida possui vantagens competitivas em relação às demais”, filosofa. Tamanho empenho faz todo sentido. É que, apesar de possuir ativos até na Polônia – a rede atacadista de alimentos Eurocash –, a Laep tem na Parmalat a maior tacada de sua história.    A empresa poderá re-presentar uma virada na carreira de Elias e de seus sócios, que deixaram posições em bancos de investimentos, na década de 90, para tentar carreira solo. Na lista de corporações que já estiveram sob seu comando figuram: Unidas Rent a Car, Camil Alimentos, GDC Alimentos (Gomes da Costa) e TendTudo, rede de material de cons-trução. “Jamais conheci o fracasso. Todas as nossas tacadas foram certeiras e isso vai se repetir com a Parmalat”, diz o imodesto Elias.   Pode parecer arrogância, mas não deixa de ser verdade. É que apesar do pequeno tamanho, a Laep tem a possibilidade de levantar junto aos parceiros até US$ 300 milhões. Sob o comando de Elias, a rentabilidade das empresas geridas pela Laep oscilou entre 30% e 200% ao ano. Com um currículo dessa envergadura, ele se sentiu à vontade para enfrentar pesos-pesados do setor financeiro (o fundo GP Investimentos, com patrimônio de US$ 1 bilhão) e do segmento lácteo (o Grupo Lala, do México, que fatura US$ 1,5 bilhão) na briga pela Parmalat. Elias venceu a parada graças à sua habilidade de negociador, reconhecida até pelos desafetos. “Ele tem paciência para discutir, por horas a fio, as questões mais complexas”, diz um dos executivos que participaram da disputa.   Foi assim que ele convenceu os bancos credores da Parmalat a trocar um débito de R$ 900 milhões por um cheque à vista no valor de R$ 120 milhões, um deságio de 87%. Para isolar os mexicanos da Lala, o financista se aliou à Perdigão. A processadora de carnes entrou em cena porque tinha interesse em ficar com a Batavo (da qual a Parmalat controlava 51%). Pagou R$ 101 milhões. Elias usou o dinheiro da Perdigão para inteirar o valor necessário para quitar a fatura com os bancos. O “casamento” Perdigão-Laep foi patrocinado pelo Banco Pactual, contratado para intermediar a venda. Resumo da ópera: Elias ficou com a Parmalat, fazendo um desembolso de R$ 20 milhões, além de usar um dos ativos do próprio grupo, as ações da Batavo, para se livrar dos papagaios. Uma jogada de mestre.    Por Rosenildo Gomes Ferreira – IstoÉ  Dinheiro

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