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Leite goiano não oferece riscos à saúde, afirma Agrodefesa

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), vinculada à secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (SEAGRO), divulgou hoje (07/11) o laudo de análise de 60 amostras de leite realizada nos dias 25, 26, 29 e 30 de outubro desse ano. A entrevista coletiva foi concedida pelo chefe de fiscalização do órgão, Eurípedes Amorim. Ele afirmou que não foi detectada presença de substâncias estranhas (conservantes, inibidores e estabilizantes) em nenhuma amostra coletada e analisada.
 
As amostras coletadas passaram por 343 provas, sendo que 18 delas estavam em desacordo com os padrões. Nove estabelecimentos também apresentaram problemas. Esse quantitativo é responsável pelo empacotamento de 5,9 mil litros/dia, o que representa 0,7% do leite pausterizado consumido no Estado.
 
Na entrevista, Eurípedes informou que as irregularidades encontradas não representam riscos à saúde do consumidor. Ele ressaltou que os problemas referem-se à adição de água e ao nível de acidez do produto, que não fugiram muito à média permitida. “Nenhuma substância estranha foi encontrada nas 60 amostras”.
 
No resumo consta que a produção de leite pausterizado em Goiás é de cerca de 8 milhões litros de leite por dia, sendo consumidos em torno de 800 mil litros/dia. Os estabelecimentos laticinistas registrados na Agrodefesa somam 170 e os que possuem registro e fazem o serviço de empacotamento representam 57. O total de leite em saquinho, empacotados pelos 57 estabelecimentos, geram cerca de 55 mil litros/dia, o que representa 6,8% do total do leite consumido no Estado.
 
Em Goiás, o setor leiteiro gera cerca de 220 mil empregos diretos e indiretos e 300 laticínios. São 55 mil produtores responsáveis pela produção de 2,836 bilhões de litros de leite por ano. O Estado está em segundo lugar no ranking nacional. O setor movimento em torno de R$ 10 bilhões de reais anualmente, segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).
 
A fiscalização fica por conta da Superintendência Federal de Agricultura em Goiás, Agrodefesa, e Vigilância Sanitária estadual e municipal. Médicos veterinários contratados e credenciados são os responsáveis pelo trabalho.
 

Fonte: Seagro

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